Pai de juíza em liberdade dois anos após matar ex-genro

O pai da juíza, da Mamarrosa, que matou a tiro o ex-genro, enquanto segurava a neta ao colo, será libertado em fevereiro caso a sentença até lá não transite em julgado, o que é muito provável que aconteça.

O crime de homicídio qualificado, de que é acusado António Ferreira da Silva, engenheiro da Mamarrosa, concelho de Oliveira do Bairro, foi cometido em 5 de fevereiro de 2011, durante uma visita parental que o seu ex-genro, o advogado portuense Cláudio Rio Mendes, fazia à filha, na altura com 3 anos de idade. O arguido assassinou a tiro o ex-companheiro da sua filha, a juíza Ana Joaquina, e entregou-se, logo a seguir, à GNR.

Dois dias depois, o tribunal aplicou-lhe a medida de coação de prisão preventiva. Permaneceu cerca de seis meses na cadeia – a família da vítima, indignada, chegou a dizer que foi “um mês por cada tiro disparado” – e depois regressou a casa (onde ainda se encontra), com pulseira eletrónica, coabitando com a neta, que assistiu ao assassinato do pai.

In:www.jn.pt